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“Epicentrados”!! Queremos escutar você!

Se você está participou do EPICENTRO e presenciou a nossa palestra, queremos saber (pelo menos!) duas coisas de você:

Qual a sua opinião sobre incluir aspectos subjetivos do empreendedor no planejamento estratégico do seu negócio?

Compartilhe um exemplo de situação (influenciada pelos seus aspectos subjetivos) que atrapalharam, ou que facilitaram, a execução do seu Plano de Negócios. E, principalmente, quais insights você tirou desta experiência.

Queremos escutar você!

O Projeto Empreenda estará no Epicentro!

O Projeto Empreenda estará no Epicentro!

Integração saudável de aspectos emocionais e objetivos no empreendedorismo

Como empreendedores podem integrar de forma saudável seus aspectos emocionais e seus aspectos objetivos no planejamento do seu negócio?

Esta foi a questão que permeou a participação do Projeto Empreenda no Idéias na Laje  durante a semana passada.

Apesar deste ser um assunto corriqueiro aqui no nosso blog e nos workshops que realizamos, este questionamento gerou um movimento tímido dos participantes do Idéias na Laje… apenas três membros do grupo ousaram compartilhar publicamente suas opiniões sobre esta provocação nada usual!

  • Auto-consciência, pra começar. Depois perceber que cuidar de si potencializa o negócio. A alimentação e o esporte, por exemplo, fazem maravilhas pelo rendimento no trabalho. Aliás, um atleta de elite se prepara para as competições, com treino, sono, alimentação. Um executivo está sempre competindo, mas se prepara como?” – este é um questionamento excelente da nutricionista Marcia Daskal, que reforça a importância de percepção.
  • Desta vez a Marta Imbelissieri recomenda a leitura do livro “O Fator Ego” de David Marcun e Steven Smith, como forma de conscientização sobre a importância de se colocar em pauta de forma séria esta questão. Há alguns meses atrás, quando lancei esta mesma provocação em um outro grupo que ambas participamos, a Marta respondeu com a seguinte frase, que tomo a liberdade de novamente fazer referência: “Acredito que a forma mais saudável no planejamento do seu negócio é perseverar, mas sendo uma pessoa inteira. Para isso a receita é estar disposto a aprender sempre. Há potenciais gênios espalhados por aí desistindo de suas idéias empreendedoras por pura ansiedade. Uma das razões dessa ansiedade é a crença – muitas vezes inconsciente – de que devemos separar nosso lado racional do emocional para atingirmos objetividade no negócio que queremos iniciar.
  • O Sérgio Luis Seloti (que participou ativamente na discussão da semana passada, e que pesquisa sobre como se forma o significado do negócio para empreendedores digitais), se questiona o que leva “empreendendores em série”, a abandonar seus negócios sempre que chegam ao sucesso…  “Muitas vezes se satisfazem com o desafio de realizar.” – diz ele.

Curioso notar que, de uma forma ou de outra, todos três já dialogam com este questionamento há bastante tempo.

O que me leva a pensar: se o assunto deste artigo fosse “aprendizado de idiomas”, provavelmente poucos questionariam a importância de praticar o diálogo para se tornar fluente no idioma escolhido… Apesar de muitos, por medo de errar e de se expor, evitam falar em público o novo idioma que estão aprendendo, e, portanto, não praticam o suficiente para tornarem-se fluentes – permanecendo presos neste dilema.

Não será exatamente este o caso, ao se tratar do “idioma emocional” que influencia constantemente no processo de empreender?

Nosso objetivo aqui no blog é ampliar o alcance desta discussão, incluindo todos nesta construção coletiva!

Então, diante disto, lanço um desafio aos participantes do Idéias na Laje (e todos os demais leitores do blog): como romper a barreira de dialogar abertamente a respeito desta importante questão que atravessa todos nós?

Como empreendedores podem integrar de forma saudável seus aspectos emocionais e seus aspectos objetivos no planejamento do seu negócio?

Alguns exemplos saudáveis de como transformar a explosão hormonal da gravidez em formas de empreender talvez sirva de inspiração para quebrar esta barreira!

Cuide-se!

Débora Andrade

Psicanalista

Projeto Empreenda visita Cine Materna

Esta semana o Projeto Empreenda visitou o Cine Materna para uma sessão de cinema com mães & seus bebes, seguida de um bate-papo descontraído sobre empreendedorismo com  estas mães que estão considerando a possibilidade de empreender.

O próprio Cine Materna é um belo exemplo de empreendedorismo. Para quem ainda não conhece a história:

 “Em um grupo de discussão pela internet sobre parto humanizado e maternidade ativa, uma mãe cinéfila declarou que sentia muita falta de ir ao cinema após o nascimento de seu primeiro filho. O grupo organizou-se e 10 mães com seus bebês – entre 20 dias e 4 meses de idade “invadiram” um cinema para a primeira sessão batizada de CineMaterna, em fevereiro de 2008.

O programa foi um sucesso, e o encontro de mães e bebês virou uma atividade semanal dessas mães, que entre amamentação e fraldas conseguiram retomar sua vida cultural e, ao mesmo tempo, conversar sobre a experiência da maternidade.

Após alguns meses, o grupo foi acolhido pela rede de cinemas, que reconhecendo o valor desta iniciativa, lançou em agosto de 2008 a estréia oficial da 1ª sessão amigável para bebês.” – Fonte: site Cine Materna.

Com o tempo, o grupo se estruturou como ONG, buscou parceiros e patrocinadores, e se espalhou pelo Brasil.

Pois bem, o bate-papo que participei nesta semana foi precedido por uma sessão do filme “A Dama de Ferro“. Filme que, por si só, já seria fonte para muitos artigos tanto aqui no Projeto Empreenda, como no Projeto Instigar, pois problematiza uma série de questões importantes relacionadas ao empreendedorismo, como também aos diversos papéis desempenhados por uma mulher no decorrer da sua vida adulta.

É impossível reproduzir aqui toda a riqueza da discussão realizada, mas destaco os principais pontos que foram escolhidos como pauta do bate-papo por estas mães (futuras) empreendedoras:

  • Fator determinação

Independente de se estar empreendendo seu próprio negócio, ou uma carreira política (como foi o caso de Margareth Tatcher), este é um fator absolutamente fundamental para suportar as inevitávies adversidades que se apresentam durante o processo de empreender.

Sob o ponto de vista psicanalítico, entra aqui em questão não somente a capacidade de entrar em contato com o próprio desejo, como também a capacidade de “bancar” o próprio desejo. Não me refiro a “bancar financeiramente”, mas sim bancar subjetivamente o próprio desejo, pois, inevitavemente o tempo colocará em evidência os “custos subjetivos” desta aposta…

  • Qual é o tempo adequado para o retorno ao trabalho?

Independentemente se a escolha de retorno ao trabalho é através do empreendedorismo ou de um emprego tradicional… (E aqui também se coloca em questão o que significa trabalho… pois, cuidar de um bebê recém nascido, também não é um trabalho?) – Mas  consideremos a questão como: “qual é o tempo adequado para o retorno ao trabalho remunerado?

Assim como o processo de gestação determina um tempo cronológico necessário para a formação biológica do bebê, e a  formação dos primeiros laços afetivos entre esta futura mãe e seu bebê; há que se criar também um processo de “gestação do retorno ao trabalho remunerado”.

O retorno ao trabalho não pode ser realizado abruptamente.

É necessário um processo de preparação subjetiva desta mãe, para que tenha condições de permanecer sem sofrimento longe do seu bebê, por horas a fio envolvida em atividades relacionadas ao trabalho.  Preparação subjetiva para que esta mãe estabeleça uma relação de real confiança com a equipe de cuidadores do seu bebê; para que esta mãe admita que o seu bebê pode sobreviver saudavelmente sem a sua presença, quando sob os cuidados desta equipe de apoio; para que esta mãe consiga estar presente, de corpo & alma, no seu trabalho, sem estar internamente com a atenção dividida entre o próprio trabalho e as preocupações em relação ao bebê. Há também os casos de mães que quebram este estereótipo, e secretamente já desejam há muito tempo estar longe do seu bebê…  mas mesmo assim não se permitem retornar ao trabalho, porque sentem-se culpadas por terem este sentimento, e vergonha de conversar a respeito dele com as pessoas mais próximas. Nestes casos, a preparção subjetiva passa por aliviar esta auto-cobrança…

Em resumo, este tempo de gestação do retorno ao trabalho, é um processo de autorização interna para que este movimento possa ocorrer de forma tranquila. Sem dúvida este “tempo” (que não é cronológico), é determinado individualmente por cada mãe.

  • Será que o empreendedorismo é a melhor opção para o retorno ao trabalho?

Na percepção de muitas mulheres, o empreendedorismo apresenta-se como uma alternativa em função do mercado de trabalho ainda ser muito cruel com as mães que retornam da licença maternidade.

Mas até que ponto esta realidade de mercado não é amplificada pelas próprias mães, que são muito rigorosas em auto-cobranças relacionadas a “apresentar resultados rápidos” neste retorno ao trabalho?

Para aquelas que escolhem retornar ao mercado de trabalho tradicional, um dos insights saudáveis que brotaram do bate-papo com o Cine Materna é que este retorno pode ser realizado de forma gradual.  Em vez de retornar com energia total, resgatando “todas” as suas atividades anteriores à gravidez com o objetivo de provar que está profissionalmente 100% apta novamente, propor-se a ir assumindo as responsabilidades de trabalho aos poucos… de acordo com as demandas dos seus próprios colegas de trabalho.

Para aquelas que escolhem investir no empreendedorismo como uma alternativa de retorno à produção de trabalho remunerado, é importante quebrar algumas ilusões e se conscientizar que: não necessariamente é “mais fácil” empreender, uma vez que o novo empreendimento é quase como um bebê recém nascido, que para crescer também exigirá cuidados como atenção (planejamento), dedicação (realização) e alimentação (investimentos). A vantagem é que é a própria mãe-empreendedora que decide o volume de recursos  que está disponível a investir no seu processo de empreender, desta forma tendo a possibilidade de balancear de forma saudável o tempo investido no seu bebê e no seu retorno ao trabalho.

O que não necessariamente precisa ser feito de forma solitária…

O site Companhia das Mães é um bom exemplo de empreendedorismo que nasceu de duas mães inquietas, uma jornalista e outra advogada, ambas desejosas de retornar ao trabalho remunerado após a gravidez, porém de uma forma transformada. Não só pensando nos seus próprios desejos e necessidades, criaram um ecossistema que permite este resgate da produção remunerada também para outras mães-empreendedoras.

Para encerrar este artigo, fiquei pensando na queixa de duas mães que participaram do bate-papo do Cine Materna. Ambas publicitárias, comentaram que hoje não tem a mínima disponibilidade de retomar aos seus trabalhos antigos, em função do ritmo insano que exige constatemente que os profissionais de publicidade trabalhem até às 2 ou 4 horas da manhã com muita frequencia, em função do volume de trabalho e dos prazos apertados.

Será que, assim como o Cine Materna e a Companhia das Mães, não estará aí uma oportunidade interessate para se empreender uma empresa “Publicidade Materna“, que empregaria apenas mães publicitárias, respeitando o peculiar ritmo materno?

Quando lancei esta questão para o grupo, percebi uma forte resistência à esta possibilidade, pois, segundo elas o mercado publicitário tem as suas próprias regras que não comportam ritmos diferentes do “insano”…  Mas… não será a hora de quebrar este paradigma? Assim como Margareth Tatcher quebrou ao ser a primeira mulher a ingressar no parlamento inglês?

Cuide-se! E empreenda!

Débora Andrade

Psicanalista

Concorrência, um novo entendimento

A primeira semana de colaboração do Projeto Empreenda no Ideias na Laje chega ao fim! Cheia de medo, sem saber como conversar com vocês, gostei muito do retorno que tive (ao menos no começo, rsrsrsrs) na discussão sobre concorrência.

Eu esperava que caíssemos no lugar comum da concorrência predatória, da concorrência que prejudica, da concorrência que precisa ser “eliminada”, mas vocês estão antenados em um outro jeito de fazer negócios, colaborativo, criativo, em rede. O pessoal do Ideias na Laje mostrou que já sabe que existe lugar ao sol para todo mundo e o que é preciso é encontrar seu espaço, seu nicho sem preocupação exclusiva com a concorrência mas com foco no cliente e suas necessidades.

Para quem não acompanhou a semana, segue o resumo: a pergunta era ‘um concorrente é necessariamente uma coisa ruim?’.

Sergio Luis Seloti, que estuda aliança entre concorrentes, disse que não é necessariamente ruim. E acrescentou a dica do livro Co-opetição, do Nalebuff e Brandenburger que fala da aplicações de teoria dos jogos à Estratégia. Newton Alexandria acha importante a presença dos concorrentes para benchmark, além de parcerias e alianças. Elisa Vitelbo Ilges lembrou que em segmentos ainda não consolidados, inovadores, a presença de concorrentes é importante para a validação do conceito. Jose Aquino é da opinião que concorrente nos ajudam a sair da zona de conforto e Fernando Soares Silva se juntou ao coro com um sonoro ‘NÃO! Concorrentes não são necessariamente prejudiciais!’

Agradeço o Erico da Rocha Nobre por seu exemplo de rede colaborativa “exemplo colaborativo: ABIC e ABICS (associações Indústria Café e Indústria Café Solúvel) – encomendam pesquisas sobra consumidor e promovem o aumento de consumo via campanhas oficiais – todos se beneficiam e podem concorrer no mercado – mas com interesses comuns. Representei uma empresa em encontros durante uns 5 anos, e foi bem positivo.”

Então é isso. Tivemos nesta semana uma amostra do que é o Projeto Empreenda. Construção coletiva de significado das questões relativas ao empreendedorismo. Não trazemos respostas, soluções prontas, até porque acreditamos que elas não existem na maioria dos casos. Mas queremos facilitar o processo de discussão dos problemas e busca pelas soluções. Seremos as provocadoras que trarão semanalmente um tema para vocês e gostaríamos de contar com suas opiniões, experiências, dicas, blogs, posts, filmes, livros, concordâncias, discordâncias e angústias para investigarmos novos caminhos e soluções.

Para uma primeira semana, confesso que tudo isso superou minhas expectativas. Meu muito obrigada! E semana que vem a provocadora é a Débora Andrade!

 

 

Agora é a hora: quer empreender mas não tem coragem?

Venha compartilhar, discutir e descobrir como empreender com mais confiança

Dando continuidade ao workshop “Quero empreender mas falta coragem!”, nós convidamos você para efetivamente mergulhar neste processo de descoberta!

Em um ciclo de seis workshops, trataremos das principais questões pessoas que atrapalham os novos negócios. Você e seus sócios precisam estar bem resolvidos em suas dúvidas e angústias para dar este passo. E nós ajudaremos.

Os próximos workshops do Empreenda no Pto serão nas seguintes datas:

13/03 – 19h30: Workshop 1 – O que você compreende como “mundo dos negócios”?
27/03 – 19h30: Workshop 2 – Como é a sua tolerância a riscos?
10/04 – 19h30: Workshop 3 – Como são as integrações entre família e trabalho para você ?
24/04 – 19h30: Workshop 4 – Como você lida com disciplina, organização e o tempo?
08/05 – 19h30: Workshop 5 – Como é a sua exposição?
22/05 – 19h30: Workshop 6 – Criatividade na busca de oportunidades e iniciativas

Vamos iniciar nossas atividades pontualmente às 19:30hs, por isto recomendamos que você se programe para chegar no Pto de Contato às 19hs. Aproveitaremos esta meia hora de aquecimento para já começar a conversar informalmente e, quem sabe até, fazer negócios entre os próprios participantes!

Eu preciso participar de todos os encontros?

Recomendamos que você participe do ciclo completo de workshops do Projeto Empreenda que serão realizadas quinzenalmente no Pto de Contato, uma vez que em cada workshop nossas provocações se concentrarão em um determinado aspecto interno de empreendedores.

Por isto mesmo, a prioridade de reserva de vagas será para as pessoas que se inscreverem no ciclo completo. Aqueles que se interessarem em se inscrever em apenas um workshop, entrarão em uma lista de espera.

Quero participar!!

Investimento:
Ciclo completo (seis workshops): R$600,00
Três workshops: R$360,00
Um workshop: R$150,00

Forma de pagamento: parcelado em até 6x via PagSeguro.

Período de inscrição:
Ciclo completo: a partir de 24/02
Inscrições em apenas alguns workshops: após 02/03, por ordem de reserva em fila de espera.

Apenas 15 vagas por workshop!

Como me inscrever?

Clique no formulário de inscrição e faça sua inscrição agora mesmo caso você tenha optado por todos os workshops. São apenas 15 vagas.

Caso pretenda participar apenas de alguns módulos envie um email para jardins@ptodecontato.com.br com os módulos que deseja participar e dados de contato. Assim que as inscrições de workshops individuais abrirem, entraremos em contato.

Barreiras de entrada

Dentre os muitos temas que foram levantados no encontro do dia 09 de fevereiro no Pto de Contato um deles foi a questão das barreiras de entrada. Débora já tratou o assunto do ponto de vista das “auto-barreiras” que são muitas e frequentes. Mas aqui eu vou falar das barreiras de entrada do ponto de vista do negócio.

A maior parte dos empreendedores tem pequeno capital para investir e busca um negócio onde seja fácil começar. Ou seja, onde inexista (ou exista apenas uma pequena) barreira de entrada. As barreiras de entrada (ou barreiras à entrada) são todo tipo de dificuldades que tornam difícil a entrada de novos concorrentes em um mercado. Alto investimento, licenças governamentais, patentes, dificuldade de acesso aos canais de distribuição e tecnologia, entre outras coisas, dificultam a entrada de novos concorrentes em alguns segmentos bem promissores. Quem não gostaria de ter uma mina de ferrou ou uma refinaria de petróleo? Se existem tão poucas no mercado é porque as barreiras de entrada são realmente desafiadoras.

Para quem começa com pequeno capital e pouca experiência, a tendência é procurar segmentos onde esta barreira não seja um problema. Isso no princípio pode parecer bom mas, assim que vocês estiver minimamente estabelecido, seu problema se tornará os novos entrantes.

Assim, tenha em mente desde o primeiro momento que, sim, inicialmente uma área onde seja fácil começar é bom. Mas é preciso, rapidamente, encontrar diferenciais de atendimento, design, tecnologia, patentes, marcas, relacionamento e outras formas de fazer com quem sua empresa, embora num segmento de fácil concorrência, seja único e não facilmente substituído por qualquer outro que chegue.

(Auto) Barreiras de Entrada

 

Provavelmente em função do nome chamativo deste último workshop, uma mesma angústia volta a ser discutida por este novo grupo, porém com uma roupagem levemente diferente:  “Barreira de Entrada” foi um dos primeiros assuntos recomendados pelo próprio grupo para se transformar em tema de artigo deste blog.

Grupo este, de aproximadamente 45 pessoas que participaram do  workshop “Quero Empreender mas falta coragem!” que eu e a Raquel Marques realizamos na semana passada em parceria com o Pto de Contato.

Dadas as discussões e os diversos insights que rolaram durante o workshop, fiquei pensando em que tipo de “Barreira de Entrada” que o grupo verdadeiramente estava falando… 

Me parece que é uma certa “Auto-Barreira de Entrada” que tanto incomoda muitas pessoas que estão na fase inicial do processo de empreender.

Não apenas neste, mas em outros encontros que proporcionamos pelo Projeto Empreenda, uma das constatações mais comuns dos participantes é que transformar o sonho de empreender em um plano de negócios concreto, apesar de trabalhoso, é extremamente mais simples do que lidar com determinados “medos” de empreender. Medos e receios que neste artigo chamo de “auto-barreiras de entrada” (que sabemos ser auto-imposta pelo próprio futuro-empreendedor).

Falta dinheiro!” diz um, “Não quero me endividar!“,  diz o outro – “Tenho medo de perder dinheiro, e das consequencias disto.” é outra fala comum… “Dinheiro é apenas uma desculpa!” finalmente arremata um quarto participante. 

As diversas questões relacionadas ao dinheiro constituem uma das SUAS “auto-barreiras de entrada” para finalmente iniciar a empreender?  Quais são, em verdade, as suas inquietações mais profundas que se manifestam através do seu discurso relacionado ao mundo financeiro? Talvez a questão mais adequada seja: o que o dinheiro representa para você?

Paralelamente a esta discussão, outros participantes compartilharam com o grupo o receio de “trocar o certo pelo duvidoso” mesclado com um forte “desejo de prever o futuro“.  Quase que em busca de “algo ou alguém” que ofereça garantias, a ponto de se dar o primeiro passo como empreendedor apenas quando se tiver certeza do resultado… 

Não será esta ilusão mais uma das “auto-barreiras de entrada” que impedem você de iniciar o seu próprio negócio?

Quais são as SUAS “auto-barreiras de entrada”?

Dialogando com a questão de como construir segurança interna para perder o medo de empreender, estas e também diversas outras questões sobre as quais conversarmos no workshop, tem em comum um pedido inconsciente de autorização.  

Apesar de estar me referindo aqui ao pedido de autorização interna para romper esta poderosa auto-barreira de entrada no mundo do empreendedorismo, o que percebemos acontecer na prática é que este pedido é manifestado tortuosamente através da busca de respostas, busca de aprovações e de garantias do mundo externo.

De certa forma, um dos nossos objetivos com o Projeto Empreenda é que o conjunto de insights que surgem nos encontros possibilitem uma desconstrução saudável do poder que é atribuído a esta “auto-barreira de entrada”, que ainda mantém tantos futuros-empreendedores apenas sonhando… e não empreendendo.

Lembre-se: somente você mesmo pode se autorizar a empreender! Ninguém mais…

Mas cabe aqui um convite: em vez de querer prever o futuro, que tal inventar e empreender este futuro?

Cuide-se!

Débora Andrade

Psicanalista

Quero Empreender mas falta coragem!

 Arte: Alan Pereira

Palestra no Pto de Contato do Projeto Empreenda

No dia 09/02 às 19h30 eu e Débora Andrade estaremos no pto de Contato falando conversando sobre “Quero empreender mas tenho medo!”

Anote o endereço:

Rua Augusta, 2690 | 3° andar | Galeria Ouro Fino
Jardins | São Paulo | SP | 01412-100

Caso você pretenda vir mande um email para mim: raquel@socialbureau.com.br . A participação é gratuita.

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